22 de ago. de 2022

reprise

em passos rápidos, o vejo ao longe. ele ainda não sabe que está andando em minha direção, já que não me viu. sempre numa andança ligeira, o mundo ao seu redor parece estar em outra velocidade. — pode ser culpa da ansiedade, mas é provável que seja porque conhece o chão que pisa, e até quando não conhece, age como se soubesse. eu tenho essa impressão equivocada de que talvez ele realmente conheça todos os lugares do mundo. — e aí quando me vê, acena. há vezes em que o faço primeiro, mas como gosto de olha-lo, me deixo demorar por um curto instante. 

9 de jul. de 2022

uma carta enviada

li em algum lugar que "coisas que não levam a nada são importantes", me pergunto o que importaria você saber disso agora. provavelmente nada. talvez eu esteja tornando mais difícil do que realmente deveria ser, mas o que eu tenho a perder? das coisas que eu nunca te disse, essas são as que mais me perturbam. 

20 de abr. de 2022

a poesia na conquista de seu amante (você)


Dead Poets Society (1989)
esse ano eu tive contato com muitos poemas. não era a minha primeira opção de consumo em arte, mas não por desgostar ou por falta de interesse, era um não conhecer. o meu primeiro contato (verdadeiro e interessado) foi com os poemas da Larissa Fonseca. meu impulso foi regado pela poesia dela. aos poucos ia percebendo os versos, as nuances... nos momentos em que abria para lê-los percebia que havia uma sensibilidade (poética) que eu precisava desenvolver mais. também precisava de um chute na canela (metafórico).