15 de jan. de 2023

bote fé ou bote fogo

certa vez, acordei sob uma montanha. era quieto, frio e solitário. você não estava lá. me senti em casa, segura e em paz. tudo que é bom dura pouco. ninguém queria que eu tivesse esse tanto de liberdade, esse tanto de solidão, esse pouco de autonomia, principalmente você. eu tinha que descer a montanha e voltar para a casca velha e enrugada. ao meu retorno, me dirigiu aquele olhar de quem já não conhece afetos e eu sabia que não havia sobrado mais nada do que um dia senti por você.

27 de dez. de 2022

o ano mais rebelde da minha vida

se eu dissesse que o ano de 2022 foi muito maluco provavelmente a nicole do passado não acreditaria. esse ano foi sobre pequenas revoluções no presente para grandes passos no futuro. é hora de fazer a contabilização do saldo anual de acontecimentos e ver no que deu.

29 de nov. de 2022

quando descobri a solidão

já faz um tempo em que parei pra escrever e conversar comigo, sobre mim. não é falta de tempo, é só que não sei bem em que pé anda as coisas por aqui. estou andando em círculos enquanto falo (e na maioria das vezes é assim mesmo). saudades da terapia. andei querendo entender o motivo de ter tomado tantas decisões estranhas, então sentei aqui pra escrever.